Caso Dóris: réu é condenado a 33 anos de prisão em São Francisco de Paula

A Justiça de São Francisco de Paula condenou a 33 anos de prisão, em regime fechado, o réu Luís Paulo da Silva Nunes, acusado de matar a facadas a estudante de Direito da PUCRS Dóris Terra da Silva, de 21 anos, no estacionamento de um supermercado da cidade, no dia 20 de dezembro do ano passado.

Filha do ex-prefeito de São Francisco de Paula, Sérgio Foscarini da Silva, a jovem teve o corpo encontrado pelos bombeiros no mesmo dia do desaparecimento. Nunes segue detido na Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas.

Relembrando o caso, o réu surpreendeu a vítima no estacionamento do supermercado Rissul. Ele obrigou Dóris a dirigir o carro até um terreno baldio, próximo da ERS-020, na saída da cidade. Além de matar a estudante com golpes no peito, mão, abdome e queixo, o réu ocultou o cadáver em um matagal e seguiu com o carro dela até Canoas, onde efetuou três saques, somando R$ 1,5 mil, comprou drogas e acabou preso, preventivamente, na saída de um motel.

O juiz Carlos Eduardo Lima Pinto aceitou a denúncia do Ministério Público, baseada em laudos periciais, depoimentos, fotos e imagens cedidas pelo Trensurb (onde o réu foi visto caminhando). O magistrado analisou que o criminoso se aproveitou da falta de vigilância para abordar a jovem. Segundo o juiz, a escolha do local também deixou transparecer que o crime foi premeditado.

A Polícia Civil reconstituiu o crime e esclareceu que o assassino ficou cerca de uma hora e meia sentado em um terreno baldio que serve de estacionamento para escolher a vítima de forma aleatória. Ele confessou o crime e disse que esfaqueou Dóris porque ela lhe agrediu com um tapa.